2017

- Où habitez-vous?
- J'habite au Val de Nir!

Para Cauê

"Para bons entendedores, palavras estéreis bastam..."

árido,
caduco,
exausto,
gasto,
improdutivo,
incapaz,
infecundo,
infértil,
 inútil,
maninho,
seco,

 vão.



Há uma ponte que me leva de lá pra cá e de cá pra lá.

De vez em quando, fico à beira do caminho e jogo migalhas de pão dormido para

                                os pombos que não mais correiam.

Sim
É com você mesmo!
O que andas pensando, meu bem?
Tens contado historinha pra boi dormir?

Oi,
Como é mesmo?
Tens procurado descobrir
O caminho dos burros quando fogem?

Claro,
Podes mesmo,
Tem tanta coisa que não te disse
Mas que tenho vontade de
Recall chutar nas palavras.



Ele se pôs de joelhos e disse:

"Eu sirvo a dois deles,
Eu sirvo a dois deuses,
Eu sirvo à Beleza
Eu sirvo a Belzebu
Eu sirvo à semente de urucum!"



Eu aceito, Eu aceito e eu aceito!


Depois eu saculejo a caixa de Adorapã,
assopro a sujeiRa
e
libero as borboletas,
deixandO a caixa


 vaziazinha!


Como lidar com o fato de que você tem tanto asas,
quanto raízes?!


Se te achares superior, eu te supero!
Se te achares inferior, eu me rebaixo!
 

Encontrar-se com a própria Sombra é uma parada sinistra. Ela gruda nas tuas costas. Você não a vê. Você apenas sente o seu toque sombrio. Ela é uma espécie de entre-lugar: é você e é uma projeção de você mesmo. E o seu tamanho depende da intensidade da projeção da própria Luz. 
A sua Força é diabólica. Divinamente diabólica! Ela brinca com o teu próprio conceito de Verdade. Joga peteca com as tuas, rárárá, certezas. Mostra o quanto "de anjo você não tem nada!" e depois te joga em um canto, catando, desconsolado, as tuas lindas, coloridas e iluminadas penas sintéticas.

Há momentos em que é absolutamente impossível discernir a fraqueza do excesso de sensibilidade.





"Qu'est-ce que tu Xerxes?"



"No final das contas, estamos AQUI-E-AGORA apenas para as metAMORfoses"!



"Há momentos em que a única coisa que precisamos fazer é realmente acreditar naquilo que acreditamos!"







Adorar a natureza não é só
Apreciar os bosques verdejantes
As folhas e as flores coloridas
Embebidas de orvalho
É amar também
O antílope sendo devorado pela onça
O circular faminto dos abutres
E o tronco de árvore
Caído na estrada
Após a tempestade