junho 2013






"A Arte não é um produto, é um resíduo."






Palavra rude de tonalidade áspera
Sutil promessa em relevo branco.
Quando aponta dormente
encontra a ponta reversa,
Um ponto em pranto promete o fim
Máscara étonnante
Por fim, provocante
Tortas mãos mortas marcam a linha
Porcelana
Porta de prata que lacra cortante e atroz
O que está escondido no subsolo
Ela branca, pálida e de negro cabelo
Que esvoaça entre os olhos
Nua entre trapos cinzentos
Nua a peça escura e ranzinza
Vejo os dois lados
Vejo de cima e de baixo
Vejo os seus olhos verdes.



Deus é um menino
Que inventou de se criar
Por achar tão chatinho o não-Ser.
Fez-se em múltiplos
E jogou-se no mar do mundo
Depois de inventá-lo.
Seu divertimento, agora,
É olhar-se
É ver-se
Brincando de apostar corrida
E bater palmas para quem
Chegar primeiro
Tocar em sua própria mão
Piscar o olho
E entrar pra dentro de Deus
Enquanto outro Deus
Saído de si mesmo
Mergulha no mar de novo
E Deus ri quando se vê
Quando se vê vindo
Quando se vê sendo
E Deus chora
E Deus grita
E Deus aperta os dentes
E vocifera
E Deus dá a mão
E Deus quebra as regras
Do próprio jogo
Para ajudar a si próprio
A fazer-se acreditar
Que não é apenas Homem.

Qǖe ©oisa!
FØi ŝó dar Ǘma asŞopradinha
Ę ąs Þalavras Fi¢aram ǻssim!
Sĕrá qưe sә eµ ǻssopra® dε n¤vo
Ĕlas vðltam ǻo noѓmaŁ?


¢xws £¤ixa
ª®° µÐ ßÞð UþĄs aĐđpĔęĝŁŗ
ŦŧƏE ưǻ ǽlεvђѓә ¢xw £¤ixa ª
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ŦŧƏE ưǻ ǽlεvђѓә xisfsx?


Ela não tinha pernas
Apenas dois cotocos
Escondidos embaixo da saia suja.
Ao lado do corpo sentado
Quase deitado
Uma latinha.
Cobrava barato
A quem quisesse levantar a sua saia
E penetrá-la
Mas se além do sexo
O cliente desejasse a vida
O preço era outro
Nesse caso,
Ela voltava a atenção para o seu próprio corpo
E bebia com a sua boca interna
Todo o sêmen jorrado
E enquanto o homem a possuía
Quase sempre animalesco
Desgrenhando ainda mais
A sua juba despenteada
E com nojo de seus cotocos
A roçarem em suas pernas inteiras
Ela previa o seu futuro
E limpava o seu passado
E não cobrava nada.

"Deus escreve em círculos por linhas retas."

 

"A intuição
 é a resposta
antes 
da pergunta."

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Fiquei apaixonadordeixei de amar!
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No incéu
Há sol e temporal
Vivo verde
E árvores mortas
Lá dançam e choram e trepam
Incubins e quérubus.
Ao som de harpas e tambores
Uns fazem pirofagias nas nuvens
Enquanto outros chafurdam na lama
Em deleite




Sempre é uma questão
De pressão
Às vezes, de eu dêntrico
Outras, de eu fórico.




Quando pensei que havia desabrochado
Eis que descubro ser apenas um botão
Ainda à espreita das dores do abrir