Palavra rude de tonalidade áspera
Sutil promessa em relevo branco.
Quando aponta dormente
encontra a ponta reversa,
Um ponto em pranto promete o fim
Máscara étonnante
Por fim, provocante
Tortas mãos mortas marcam a linha
Porcelana
Porta de prata que lacra cortante e atroz
O que está escondido no subsolo
Ela branca, pálida e de negro cabelo
Que esvoaça entre os olhos
Nua entre trapos cinzentos
Nua a peça escura e ranzinza
Vejo os dois lados
Vejo de cima e de baixo
Vejo os seus olhos verdes.
Casa 12 ou Éter Esquartejado
Era uma casa
Muito fechada
Continha o Tudo,
Continha o Nada
Nem todo o mundo
Entrava, não
Porque era misteriosa
Como um vulcão
Se alguém
Entendeu a Rede
É porque na casa
Um dia esteve
E aquele que
Descobriu o π
Com certeza,
Já esteve ali
Mas era feita
De prata e ouro
Nela escondiam-se
Muitos tesouros
Mas era feita
De ferro e bronze
Na rua do Louco,
Número 12