Tenho medo de que te vás
E me deixes impuro
Neste mar de sentidos obtusos
Quero-te em mim
Como presença constante
Sem necessidade de subterfúgios
Sinto-me perdido sem ti
Sugado pelo cruzamento
Entre pensamento e imagem
Cruzamento sem intersecções
Onde habitas
Neste lugar nenhum
Em que tudo se dá
Fica comigo
Numa ida e volta menos longa
Não tentarei prendê-la
Com a ilusão do poder
Com a confusão do pensar
E...

Pois, não?

Deus ex Machina