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Amo-te agora
Por pensá-lo no futuro
Amo-te em teu auto-esquecimento,
E por sabê-lo
Perdoo quando de mim nada sabes
Amo-te pelo que és!
E por saber que não te sabes
Perdoo-te por não me amares
Por não saber o que de mim é tão teu
Enquanto já sei
O quanto de ti me faz parte!
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Casa 12 ou Éter Esquartejado
Era uma casa
Muito fechada
Continha o Tudo,
Continha o Nada
Nem todo o mundo
Entrava, não
Porque era misteriosa
Como um vulcão
Se alguém
Entendeu a Rede
É porque na casa
Um dia esteve
E aquele que
Descobriu o π
Com certeza,
Já esteve ali
Mas era feita
De prata e ouro
Nela escondiam-se
Muitos tesouros
Mas era feita
De ferro e bronze
Na rua do Louco,
Número 12