A força que não devoto
A admirar a tua beleza
É a mesma que me embeautece
E me apetrecha
Assim, não me sugas
Oh, medusa de serpentes
Suaves e cacheadas
Oh, musa de sexo masculino
A quem vejo somente
Através de reflexos
Há muito que desisti
De esvair-me aos quatro cantos
Em tua busca cansável
Agora hei de segurar-me
Como um centauro às avessas
Com mãos e pernas livres
Mas com embocadura
E anteolhos na cabeça

Anteolhos