Sou como se fosse um representante leigo e estúpido de Mim mesmo.
Represento-Me ao mundo como menino que desce na essência, olha irrequieto e impaciente para o rosto sem face de meu Eu.
E volta como um mergulhador sem escafandro que nem tempo teve de olhar o fundo do mar.
E se me perguntam qual a minha beleza, respondo que há cores belas, há distintas formas, há coisas que se mexem inquietas e reluzentes lá no fundo de Mim, porém não tenho ideia de Minhas tonalidades, não sei dos Meus ângulos, tampouco conheço a força que Me dá luz e movimento.
Valdenir Gonçalves